Membro Honorário
Mário
Ramos Monteiro - (in
memoriam)
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Mário
Monteiro Ramos nasceu na fazenda “Caetequara”, município de São
Manuel – SP, aos 5 de fevereiro de 1902. Em 1930, mudou-se para Bauru.
Como comerciário, foi um dos fundadores da Associação dos Empregados do
Comércio. Em 1933, com um grupo de fervorosos católicos, fundou a
Sociedade São Vicente de Paula; participando, também, da fundação do
Automóvel Clube de Bauru e da Casa de Saúde Santa Isabel. Em 1936,
instala a “Loja do Sol”. Participou da estruturação do Sindicato do
Comércio Varejista e foi seu primeiro presidente. Casado
com Maria Ramires Monteiro, tiveram os seguintes filhos: Milton, Alayr,
Therezinha, Marina, Leila e Maria Inês. Em 1971, perdeu a esposa, fato
que muito marcou sua vida. Passou a se dedicar com mais intensidade à
poesia, enquanto cuidava da chácara “Cantinho do Monteiro”. Em
1985, lançou seu primeiro livro intitulado O
Cantinho do Monteiro. Em 1990, seu segundo livro: Lampejos
– da poesia que a vida me ensinou. Foi empossado na Academia
Bauruense de Letras, como membro honorário, em 4 de fevereiro de 1995.
Faleceu aos 23 de novembro de 1995.
A
ROSA ESPLENDOROSA (Ao
meu amigo poeta e médico Dr. Fahed Daher) Passeava
eu pelo jardim e
parei no canteiro de rosas e
ali, bem em frente de mim a
desabrochar, uma rosa esplendorosa.
Vermelha rubra purpúrea
pétalas grandes encurvadas
vermelha sangüínea escura
beleza de origens selecionadas. –
A que vieste, rosa encarnada! perplexo,
lhe perguntei eu, quem
te enviou? minha amada? fala!
rosa linda, tu és Deus?
E a rosa quedou-se calada,
assim como a cismar, meditar,
mas minha mente estava embalada,
esperando da rosa o falar. E
assim, com as idéias em devaneio como
a esperar uma resposta na
ânsia de superar o bloqueio até
onde a mente suporta.
Acerquei-me dela bem pertinho:
– Fala, rosa rubra, envolvente?
– Fala pra mim bem baixinho? E então ouvi mentalmente:
Sou
parte de todos, de ti, dos teus, sou
flor, sou cor, aroma, carinho. –
Sim, todos temos um pouco de Deus, vim
ao homem enfeitar os caminhos. AVALIANDO
CONCEITOS Há
um conceito antigo: Para
o homem se realizar: Ter
filhos, escrever um livro, E
uma árvore plantar.
Filhos, sou pai de sete,
Árvores, plantei um milhão,
O livro que isso esclarece,
É o que está em sua mão. O
conceito foi conseguido Numa
luta de muitos anos Daí
o dever cumprido.
Mas... não basta cumprir conceitos
Com esforços sobre-humanos.
O que conta, são seus efeitos. FILOSOFANDO Silêncio! Por
vezes o silêncio fala mais do
que um discurso laudatório
Falhas!
A rasura corrige o erro
Mas não o justifica Amor
próprio! Aquele
que vive com o chapéu na mão, por
muito que receba, não paga a humilhação Santidade Se
a pureza da criança perdurasse
até ao adulto viveríamos
em bonança sem
pecados e sem indultos. EPIGRAMA Vives
da luxúria de teu corpo que
deixas quase sempre em abandono pois
em ti o amor já é morto teu
frágil coração já não tem dono.
Afogas tuas mágoas em teu corpo
procurando iludir-te a ti mesmo
com loucuras praticadas numa moto
em corridas perigosas e a esmo. Juventude
tão mal aproveitada pois
sobejos de encantos Deus te deu pra
que fosses do mundo a namorada.
Escolheste muito cedo o lado errado
esqueceste de tudo até de Deus
daí o teu futuro malogrado. |