Membro Efetivo
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OBRAS - SELECIONADAS |
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UM
REPENSAR SOBRE O CALVÁRIO Por
ocasião da solenidade de comemoração do 20º aniversário da EMEI
“Francisco Gabriele Neto”, no dia 17 de março, recordei que, a propósito
de um grave acidente, ocorrido há duas décadas, enviei a seguinte
carta ao Dr. Nicola Gabriele: Caro
amigo Nicola: Imagino
o que vai em seu íntimo, nesta hora, e sei que nenhuma palavra teria o
dom de consolá-lo e a sua esposa.
Mas encontrei num livro das Edições Paulinas alguns trechos que
lhe peço que leia e medite. Talvez
valham para fortalecer-lhe o espírito.
“Saí
de minha casa e
buscando ao redor encontrei
um homem no
terror da Crucifixão. “Deixa
que eu te tire da cruz”, lhe disse. E
procurei arrancar os pregos de seus pés. Mas
ele me respondeu: “Deixa-me
onde estou, pois
que não descerei da cruz até
o dia em que todos os homens, todas
as mulheres, todas as crianças, se
unirem todos juntos para me despregarem”. Disse-lhe
então: “Como
poderei suportar teu lamento? Que
posso fazer por ti?” E
ele respondeu-me: “Vai
pelo mundo afora e
diz a todos que encotrares que
há um Homem pregado na Cruz”. Alguém
disse que sobre o Calvário não se raciocina. Contempla-se. E aprende.
O Cristo do alto da cruz anuncia-nos em silêncio o que Deus é e o que
Deus faz. O
Calvário é a suprema manifestação de Deus. A cruz como a mais
elevada cátedra que possa existir no mundo.
Quando nos convencermos de que sofrer é graça, é a “grande
bondade”, é uma honra, aí então nos convenceremos de que o único
lugar certo, o único lugar conveniente para nós, é precisamente o
Calvário. Existem
momentos, em nossa vida, em que tudo parece desabar. É como um
desmoronamento colossal que investe e arrasta tudo, sem respeitar
nada... Agarramo-nos
a uma coluna, e ela nos é arrastada para longe.
Apoiamo-nos a uma solidíssima parede, e ela acaba caindo-nos em
cima. Completa
escuridão. Até mesmo as
certezas mais sólidas sofrem um ataque de dúvida.
Nem sequer uma nesga de luz. Vemo-nos
obrigados a constatar, de maneira brutal, a fragilidade das coisas que,
pouco antes, ofereciam a máxima garantia de solidez, a inutilidade de
outras coisas que, pouco antes, julgávamos quase indispensáveis. Tudo
é posto em discussão. Um tremendo vazio. Um desgosto que atinge as
raias do desespero. O que
se salva, o que nos salva nesse apocalipse pessoal? Uma única
realidade: a cruz. O nosso sofrimento. A
cruz “agüenta” sempre. E
também os pregos “agüentam”.
Tudo é devastado, varrido para longe.
Mas a cruz “agüenta”. Se
tivermos consentido em deitar em cima dela, deixando-nos pregar,
poderemos resistir a todos os tufões de nosso sofrimento. Podemos
tombar tantas certezas, ruir tantas convicções. Fica de pé uma única
certeza: a certeza de nosso sofrimento. Unicamente
a dor pertence-nos verdadeiramente. Somente a dor é coisa nossa da
maneira mais absoluta. E, por conseguinte, somente quando presenteamos a
Deus com o nosso sofrimento, podemos dizer de ter dado de presente algo
verdadeiramente nosso. Caro
Nicola: muitos dos seus amigos estão comungando de sua dor, da aflição
de sua esposa. Mas talvez
estejamos sendo egoístas, lamentando com a nossa dor, com o nosso
desespero, o eventual chamamento de um bom menino para o Reino de Deus.
Consola-nos, nesta quase repetição do Calvário, a certeza de que
Francisquinho poderá deixar os seus familiares, mas o fa-lo-á para
ingressar num mundo despido da maldade do nosso e consentâneo com o seu
espírito tranqüilo e boníssimo. No
momento mais difícil do seu transe, caro Nicola, faça a Deus esta
prece: “Não
obstante minhas fraquezas, Senhor, ainda tenho coragem
para vos pedir uma graça essencial: fazei-me compreender
que a cruz é graça. Dai-me a compreensão que,
na vida, tudo é graça,
porque tudo é sofrimento.” TROVAS BAURU
CENTENÁRIA Bauru
festeja cem anos incontida
vibração superou
os desenganos para
o orgulho da nação. O
AMOR Enquanto
perdura o amor, só
carinho, só paixão. Sai
de perto, meu senhor, quando
vem o palavrão. A
POLÍTICA A
eleição, quando aponta, faz
do vilão um herói; basta
dizer a “seo” Zonta: Pegue:
cá está sua Caloi... Nicéa
fala que Pitta fez
do cargo cavação, mas
esconde, não recita, que
comeu desse feijão!
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