Membro Efetivo
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O PATRONO |
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Nascido
em Bauru, a 13 de abril de 1913, Martinho de Abreu Carvalho começou a
fazer poesia com nove anos de idade. Filho de Carlos Pereira de Abreu e
Júlia Augusta de Carvalho, agricultores, Abreu Carvalho passou a infância
no sítio. Completou os estudos primários no Colégio Guedes de Azevedo
e, por problemas familiares, teve que retornar ao sítio. Em 1930, foi
diplomado “guarda-livros”, tendo feito o curso pela Academia
Superior do Comércio, de Campinas, mas não chegou a exercer a profissão.
Autorizado
pela Diretoria Geral do Ensino, lecionou o curso primário em escolas
particulares e rurais, durante sete anos. Depois, trabalhou como Agente
Administrativo na Legião Brasileira de Assistência, em Bauru, onde se
aposentou em 1968. Contemporâneo
de Euzébio Guerra, Pedro Coltro, Nidoval Reis, Helvécio Barros, Genny
Teixeira Gomes, Josias de Souza Lima, Semíramis Mourão, Antônio
Serralvo Sobrinho, José Alves Nunes, Tolentino Miráglia, Edmundo
Antunes, Oswaldo Rasi e
outros, mantinha correspondência com grandes nomes da poesia nacional,
como Luiz Otávio, RJ, Eno Theodoro Wanke, RJ,
Aparício Fernandes, RJ, Euclides da Cunha, MG, Renato Baez, SP e
outros. Em
1983, já com idade avançada e convalescendo de problemas circulatórios,
teve seu livro Flores do Cardo
publicado às expensas do grande amigo Pedro Coltro. Martinho
de Abreu Carvalho faleceu aos 23 de fevereiro de 1989, vitimado por
problemas circulatórios e pulmonares. Deixou
inéditas as obras: Cantigas dos
Inocentes (poemas), Do Coração
à Boca (trovas), A Bíblia à
luz da razão – livro não terminado, de estudos e comentários
religiosos; e os contos A Vingança
de nhô Pedro, Tapera Mal
Assombrada, Chico Valente,
Seu Juca da Serra, A tragédia
das Anhumas e A Revolta de 32,
contos estes enfeixados no volume Sertão
a dentro. Deixou
também duas peças teatrais, sendo que uma delas, Coração
de Mãe em Sacrifício, foi encenada no palco da Congregação
Mariana, de vila Falcão e no Grande Festival Beneficente, em benefício
do Natal das crianças da creche Rodrigues de Abreu e dos pobres
adotados pela Conferência Vicentina, da Matriz de São Benedito, com
muito sucesso, no ano de l952. Figurou
em diversas antologias poéticas nacionais e tem sua vida registrada no
projeto Memória Cultural, do Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica
de Bauru e região, da Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC). Seu
nome foi perpetuado, sendo dado a uma praça, localizada na Vila Alto
Paraíso, Bauru.
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